
Da série humor urbano – piadas que não nos fazem rir
Segundo o legado sociológico, as leis religiosas, da física e da psiquântica relação diacrônica entre o mundo dos vivos e os paralelos, analisados sob a luz da teoria do caos e da economia de mercado e de todas ou quantas ciências e teorias que você queira ou saiba, – ao ser assaltado você movimenta a roda da vida e faz com que o planeta, as pessoas, o mundo enfim, se mantenha e continue dando voltas – até 2012 pelo menos, se formos seguir o calendário maia e Hollywood.
Se um bandido te parar na rua e te disser – "sorria, isto é um assalto", com uma pistola na frente de seu rosto, pode ser qualquer coisa, inclusive ou exclusive, um assalto mesmo – e neste caso não reaja, sorria, entregue a sua bolsa.
Pense – alguma fábrica nalgum lugar da cidade, do país ou do mundo fabrica projéteis, revólveres, pistolas e várias pessoas trabalham na linha de produção destes artefatos e dependem disso para sobreviver com suas famílias, suas crianças, salários, impostos, a cidade, a educação, os hospitais, a polícia, o sistema, a sociedade etc que construiu uma rede comercial legal e outra clandestina para a venda e o repasse dos utensílios (ou no caso para muitos inutensílios) com o aval de juízes, professores, advogados, doutores, policiais, presidentes, empresários, pessoas comuns, leis e regras etc, e de acordo com a balança do comércio favorável, taxas de importação, impostos e cobranças, profissionais, alfândegas, passaportes, tratados de livre comércio entre as nações, jornais, televisão, filmes, novelas, e mais um milhão de considerações na praia e no morro.
Diz a Teoria, ou a mistura delas todas, que as coisas, as pessoas, os fenômenos etc, estão de tal ordem imbricados uns nos outros e formam uma cadeia de interdependência tão grande que é besteira tentar persuadir-se ou dissuadir-se de que algo pode mudar, ou dissolver-se no turbilhão existencial provocado por esforço humano ou pela tentativa canhestra de modificar algo e de que algo novo e bom, ou pior, e não necessariamente antigo ou repetitivio possa surgir no lugar – ou seja, somos impotentes para alterar qualquer coisa – destino – rumo da vida, direções e sentidos – qualquer coisa, e que chegaríamos onde nunca quisemos chegar – que é em suma exatamente onde deveremos chegar - por mais que nos colocássemos num rumo contrário e de lá desviássemos nosso olhar e intenções – em resumo – você vai chegar onde ter de ir, ou, o que é do homem o bicho não come – o que é a mesma coisa dita de outra forma.
Equivale supor que um homem que nasceu em Pandeú, interior do sertão do Mato Grosso (existe esta cidade?) um dia vai morrer engolido por uma onda gigante que se abateu sobre um navio comercial durante uma tempestade no mar do Norte – ele que virou pescador mas que nunca antes em toda a sua infância sequer imaginou o mar, e cujos pais trabalharam na roça por mais de 60 anos a exemplo de seus avós e bisavós. Bom, chegou a vez dele, que sempre demonstrou uma vontade enorme de molhar os pés no litoral e nunca quis arrancar da terra mandioca ou outra suculência tuberosa qualquer. Os pais até que estranharam, mas fazer o quê!?
Assim, parece mesmo ser uma asneira completa e perda absurda de seu tempo de vida tentar crescer, esforçar-se para ser doutor, enriquecer, ter mais do que o outro, subir e chegar mais alto do que os outros, educar-se numa escola pública, tratar-se no melhor médico etc, ter o melhor carro, a roupa mais cara, e jóia mais bonita, se tudo não passa de uma encenação bufa da comédia da ilusão mantida pelos idiotas que acham que podem provocar tais alterações e porque descobriram que numa determinada fatia do tempo, mínima pelo menos, eles podem sentir que estão enganando a si mesmos ou aos outros mais idiotizados do que eles, ou conseguindo de alguma forma escapar do grande plano já traçado pelo poder ou força que as religiões chamam de deus e as ciências de forças e leis imutáveis da natureza ou universais.
Na verdade tudo muda sem deixar de ser o que é essencialmente. É uma falácia angustiante e excelente para tentar traduzir a escravidão como fator natural da existência, por exemplo, ou a ausência da luta de classe ou a existência desta, dirão os mais rápidos e menos entendidos, e que pretendam acusar-me já de saída de defensor de uma moral, ética ou princípios retrógrados, escravagistas, tradicionalistas etc., dado que esta discrepância humana, a escravidão, nada mais é do que a confirmação do enunciado – a besteira da ilusão fazendo seu papel na cabeça oca dos mais afoitos – os hindus a chamam de Maya - a deusa da ilusão. Mas, o fenômeno deve ter outros nomes e / ou explicações – já que a nomenklatura e o estruturalismo das convenções citam mas não explicam, e só depende de quem os observa, em que país está, ou da língua em que é citado, o que enseja, inclusive, um tratado de economia ideológica, posto que se for explicado em javanês tem menos importância do que se o for em inglês, alemão, francês etc...
Eu digo que é coisa da terra, coisa do planeta mesmo, que como um organismo vivo precisa manter uma certa ordem em seu sistema de funcionamento, e que apesar da superficialidade do existir humano sobre o mesmo, este ser tardio, um dos últimos a habitar o globo, de acordo com a própria ciência, mal sabe ainda o que ou como fazer para tirar da terra o alimento e aproveitar-se de toda a sua energia vital sem feri-la e sem colocar em risco a própria existência.
Tanto, que já estamos nos preparando para sair, abandonar o torrão e invadir outras paragens mais adiante no mapa celeste.















