sexta-feira, 20 de novembro de 2009

Sorria isto é um ASSALTO!

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Da série humor urbano – piadas que não nos fazem rir

Segundo o legado sociológico, as leis religiosas, da física e da psiquântica relação diacrônica entre o mundo dos vivos e os paralelos, analisados sob a luz da teoria do caos e da economia de mercado e de todas ou quantas ciências e teorias que você queira ou saiba, – ao ser assaltado você movimenta a roda da vida e faz com que o planeta, as pessoas, o mundo enfim, se mantenha e continue dando voltas – até 2012 pelo menos, se formos seguir o calendário maia e Hollywood.

Se um bandido te parar na rua e te disser – "sorria, isto é um assalto", com uma pistola na frente de seu rosto, pode ser qualquer coisa, inclusive ou exclusive, um assalto mesmo – e neste caso não reaja, sorria, entregue a sua bolsa.

Pense – alguma fábrica nalgum lugar da cidade, do país ou do mundo fabrica projéteis, revólveres, pistolas e várias pessoas trabalham na linha de produção destes artefatos e dependem disso para sobreviver com suas famílias, suas crianças, salários, impostos, a cidade, a educação, os hospitais, a polícia, o sistema, a sociedade etc que construiu uma rede comercial legal e outra clandestina para a venda e o repasse dos utensílios (ou no caso para muitos inutensílios) com o aval de juízes, professores, advogados, doutores, policiais, presidentes, empresários, pessoas comuns, leis e regras etc, e de acordo com a balança do comércio favorável, taxas de importação, impostos e cobranças, profissionais, alfândegas, passaportes, tratados de livre comércio entre as nações, jornais, televisão, filmes, novelas, e mais um milhão de considerações na praia e no morro.

Diz a Teoria, ou a mistura delas todas, que as coisas, as pessoas, os fenômenos etc, estão de tal ordem imbricados uns nos outros e formam uma cadeia de interdependência tão grande que é besteira tentar persuadir-se ou dissuadir-se de que algo pode mudar, ou dissolver-se no turbilhão existencial provocado por esforço humano ou pela tentativa canhestra de modificar algo e de que algo novo e bom, ou pior, e não necessariamente antigo ou repetitivio possa surgir no lugar – ou seja, somos impotentes para alterar qualquer coisa – destino – rumo da vida, direções e sentidos – qualquer coisa, e que chegaríamos onde nunca quisemos chegar – que é em suma exatamente onde deveremos chegar - por mais que nos colocássemos num rumo contrário e de lá desviássemos nosso olhar e intenções – em resumo – você vai chegar onde ter de ir, ou, o que é do homem o bicho não come – o que é a mesma coisa dita de outra forma.

Equivale supor que um homem que nasceu em Pandeú, interior do sertão do Mato Grosso (existe esta cidade?) um dia vai morrer engolido por uma onda gigante que se abateu sobre um navio comercial durante uma tempestade no mar do Norte – ele que virou pescador mas que nunca antes em toda a sua infância sequer imaginou o mar, e cujos pais trabalharam na roça por mais de 60 anos a exemplo de seus avós e bisavós. Bom, chegou a vez dele, que sempre demonstrou uma vontade enorme de molhar os pés no litoral e nunca quis arrancar da terra mandioca ou outra suculência tuberosa qualquer. Os pais até que estranharam, mas fazer o quê!?

Assim, parece mesmo ser uma asneira completa e perda absurda de seu tempo de vida tentar crescer, esforçar-se para ser doutor, enriquecer, ter mais do que o outro, subir e chegar mais alto do que os outros, educar-se numa escola pública, tratar-se no melhor médico etc, ter o melhor carro, a roupa mais cara, e jóia mais bonita, se tudo não passa de uma encenação bufa da comédia da ilusão mantida pelos idiotas que acham que podem provocar tais alterações e porque descobriram que numa determinada fatia do tempo, mínima pelo menos, eles podem sentir que estão enganando a si mesmos ou aos outros mais idiotizados do que eles, ou conseguindo de alguma forma escapar do grande plano já traçado pelo poder ou força que as religiões chamam de deus e as ciências de forças e leis imutáveis da natureza ou universais.

Na verdade tudo muda sem deixar de ser o que é essencialmente. É uma falácia angustiante e excelente para tentar traduzir a escravidão como fator natural da existência, por exemplo, ou a ausência da luta de classe ou a existência desta, dirão os mais rápidos e menos entendidos, e que pretendam acusar-me já de saída de defensor de uma moral, ética ou princípios retrógrados, escravagistas, tradicionalistas etc., dado que esta discrepância humana, a escravidão, nada mais é do que a confirmação do enunciado – a besteira da ilusão fazendo seu papel na cabeça oca dos mais afoitos – os hindus a chamam de Maya - a deusa da ilusão. Mas, o fenômeno deve ter outros nomes e / ou explicações – já que a nomenklatura e o estruturalismo das convenções citam mas não explicam, e só depende de quem os observa, em que país está, ou da língua em que é citado, o que enseja, inclusive, um tratado de economia ideológica, posto que se for explicado em javanês tem menos importância do que se o for em inglês, alemão, francês etc...

Eu digo que é coisa da terra, coisa do planeta mesmo, que como um organismo vivo precisa manter uma certa ordem em seu sistema de funcionamento, e que apesar da superficialidade do existir humano sobre o mesmo, este ser tardio, um dos últimos a habitar o globo, de acordo com a própria ciência, mal sabe ainda o que ou como fazer para tirar da terra o alimento e aproveitar-se de toda a sua energia vital sem feri-la e sem colocar em risco a própria existência.

Tanto, que já estamos nos preparando para sair, abandonar o torrão e invadir outras paragens mais adiante no mapa celeste.

sábado, 14 de novembro de 2009

TEORIA DA CONSPIRAÇÃO - lições de contemporaneidade

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No escuro do apagão
um serviçal derrubou
as colunas do rodoanel
uma no cravo
uma na ferradura
escreveu num leu
é analfabético...
mas tudo podem ser incompetências...
de acordo com a segunda lei geral da termodinâmica
dividendos a recolher no próximo pleito
(o humor, bom, mal, colorido ou p&b é uma reacção atípica e pequeno burguesa que nada expressa a não ser um anacrônico desejo de se fazer parecer atento)

ACQUAMUN - UATERMUNDI - DRYMOON

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art & bon gusto - Volmer 2009

sexta-feira, 25 de setembro de 2009

MERCADO ABERTO - HORA DE INVESTIR NOS TOLOS

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Olha como funciona um mercado regulado e coeso - União Européia.

In the petrol blue room del palazzio, il telefono del jefe de executivo da Venezuela toca - lo atende el General de Brigada Pablo Gutierrez Almanche Polla - jefe de relaciónes públicas: - Hola!

Spassiva tovarish - minia zavut Vladmir Illianovich Mikka - sou general aposentado da ex-URSS. Engenheiro-Chefe da divisão de artilharia blindada e comandante do grupo tático especial de assalto e emboscada, e tenho umas duzentas mil HK-650 mm, cada uma com 15 carregadores e mais de 5 toneladas de projéteis. Quero vender para vocês por um precinho bem abaixo do custo de mercado. Se você for procurar no convencional, Alemanha, USA, GB, França ou China vai pagar em cada unidade cerca de U$$ 254. Estou vendendo a R$ 245 - é uma economia de dez doláres por unidade. Entrego em 45 dias. Interessa?

_ Si, mucho! Manda-me ciento miles y los projéteis todos. Aceita permuta? Si prefieres los pago con petroleo, qué piensas?!

_ ...Não camarada. Quero dinheiro mesmo e pode ser Euro. Você tem cartão internacional - euroexpress, visa, mastercart, goldswiss?...Semana que vem um de nossos navios nucleares vai fazer uma by pass na região, do lado do Pacífico, rotina, e dá uma paradinha aí no portinho de Maracaibo, ou alguna isla cercana, tá bom?
_Si, claro! Juan Carlos nos disse .

Do outro lado da rua um fio clandestino capta a informação e a repassa imediatamente por satélite ao comando da CIA, que a repassa ao comando da OTAN na base da Alemanha, e ao mesmo tempo um funcionário que tem acesso ao sistema interno decodifica a informação e a repassa ao governo francês.

Hummm...pensa Sarkosy: Je vais au Brésil pour la semmaine! Dominique...sivuplê monami... Faz uma cotação de preços com a Dassault, chama o François e diz que sou eu...Acho que vou vender uns aviõezinhos lá pro Lula.

_E a comisssão senhor?
_A de sempre mon ami. Te trago água de coco, quer?

_Oui, merci!...

Sweden cabinet du guerr - bureau de estrategic affairs:
_ Stevensson!?

_Sim her comandante, chama o Eriksson lá da Saab e diz que vou viajar esta semana e tentar vender uns aviões para o Brasil. Acabei de receber uma nota de que a França tá numa jogada. Kghnjuën mit ich briettgölen aus kibe fritz!

_Sério, quem disparou?

_Adivinha? Vladmir, lá da Chechênia.

_Pô! mas estes russos não perdem tempo né!? E o preço é bom?!

_Barbada! Se liga, e ainda dá pra compar umas 5 fazendas de coco só com a minha comissão lá no Maranhão, pertinho da base. Os francos vão ficar bien putôs! rá rá...

_E o pessoal do Obama vai nessa?

_Sim, mas temos um handcap. Vamos fazer uma jointventure. Melhor do que pão com ovo!

_E quanto o senhor her general vai pagar pro Vladimir?

-Eu, nada! Vou falar pro Sarcozy liberar uns Euros pra ele, umas garrafas de Benoir la plume de 1967...

_Pô, pede umas pra mim também...

_Beleza! Quer pizza?



segunda-feira, 14 de setembro de 2009

DESNEURILINGUAGERIFILOGICAMENTE

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No início era o verbo...
Minhas palavras me levam
Até onde as posso conduzir e recriá-las
Remundi - reuniverso-as particularmente
Como um rio, tem uma direção.
Seguem-na. Piscosamente
Matematicamente obedecem a um ritmo, uma ordem...

Sequencialmente colocadas as palavras somam, diminuem, mutiplicam, dividem, pra ser básico.

Complicantes.
É preciso definir o peso, quem susbtancia, materializa, formaliza
A coisa, substantiva que sofre e reage à ação do sujeito, ele, em si, outra categoria de um substanciado vir a ser

Constantemente fluindo, rio, em uma direção
Todas as direções
Sem perder um centro, origem, gênico, ético, princípiofim, em meio a...
Adjetivo é o outro, intromissão - permitida?

Quem define é a fome...de quem tem fome...o resto gramineia tranquilamente!
...poeticamente vejos os pratos postos, os comensais se aproximam, servem-se à saciedade...ritmo

sábado, 5 de setembro de 2009

QUANTO VALE O SHOW - A sociedade do espetáculo

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Obama chega ao poder! Morreu Michael Jackson! Pré Sal inunda o país de petróleo! Senado nacional vive fase anal aguda e expõe a cara podre da política de baixo calão que rola nos palácios do poder há décadas! Jogos de interesses. BBB! Ronaldo diminue barriga na faca! Bolt é o homem mais rápido do mundo! A gripe matou 5 mil no planeta inteiro! Cielo ganha 2 medalhas de ouro! Morre Ted - Fim da dinastia Kennedy...


É o show! O espetáculo total. Quem paga? Quem fatura? Tudo sob holofotes, espetacularização é o maior fenômeno midializável do momento - todos querem e podem aparecer, ser vistos, e quem puder ser superexposto fica rico - a ordem: exiba-se! Polícia e bandidos dão shows em favelas do Rio e em São Paulo. Corruptos e ladrões de colarinho branco, ricos e pobres mequetrefes aparecem nas televisões, vírus e bactérias ganham espaço e se tornam famosos em minutos, animais em extinção surgem na lista dos mais conhecidos, ridículos fazem a festa, todos querem sucesso, notoriedade, riqueza, quinze minutos de fama e poder - mediocridade é o que propõe a midialização, a globalização - caras e bundas - merdalocracia! Para quem leu 1984 de George Orwell (ou foi Aldus Huxley? sempre me confundo...não sei porque!) o grande irmão tornou-se mesmo um fenômeno mundial.


E tudo vira dinheiro nas mãos de quem detem a tal da notoriedade - é só mais um produto que todos almejam, um sonho de consumo. Enterros cobertos pelas Tvs de todo o mundo, cerimônias fúnebres com ares de show biz - o morto (vivo) faturará mais alguns milhões de dólares com seu passamento, jantares e encontros. Marketing.


O grupo do G20 se reuniu e não consegui muito, mas ganhou espaço em alguns noticiários e fez de conta que agitou a Europa. A França vem ao Brèsil comemorar aniversário e manter-se em evidência no cenário latino depois que a Colômbia aceitou bases norte-americanas em seu território, após Hugo Chaves ter investido alguns milhões de dólares em petróleo para adquirir armas russas.


Quem será o próximo? Quem quer fazer sucesso? Quem explica razoavelmente este fenômeno (isso é fenômeno?) - veremos em breve o esvaziamento dos Jogos Olímpicos, das decisões das Copas Mundiais de futebol...É só eles chegarem aqui no Brasil, na América Latina que vira carne de vaca e perde a importância, na verdade não como abrasileirização do processo, mas porque a encomenda é esta mesma! Banalizar a humanidade (que tanto cresceu) é uma forma humana de demonstrar, como um bebê mimado, que alguns brinquedos perdem rapidamente o interesse.

quarta-feira, 22 de julho de 2009

Que políticos são estes?

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A TRILHA DOS CEGOS e o MAU CHEIRO DO PODER PARLAMENTAR

Pior do que está talvez não fique! Esta não é uma afirmação dúbia, mas reflete uma dúvida que paira sobre a moralidade de baixo nível que grassa sobre as casas legislativas do país, notadamente as federais Senado e Congresso Nacional (a casa dos nobres deputados). Alguém lembra da época da ditadura militar? É possível sair desta institucionalmente, dentro da lei? Eles, os políticos, se autoregulamentam? E isso pode?

Uma leitura simples e rápida nos dá a panorâmica da situação. Basta contar o número de partidos políticos que existem (muitos são puras legendas de suporte – pode-se ler caixa 2) disputando vagas nas assembléias, descobrir a quem eles representam, de onde vem o dinheiro que os sustenta e o que os representantes eleitos pelo voto popular, de tais partidos, fazem de verdade pelos eleitores, pelo bairro, cidade, estado, país. Conta simples – pelo que ganham e podem (depois de eleitos, tornam-se ‘senhores feudais’): muito pouco, quase nada e nada.

Já há em muitas discussões sérias por aí perguntas afinadas sobre a necessidade da existência do Senado, das Câmaras de Deputados (Federal e Estaduais) e de vereadores. É bom para que? Para arrumar emprego para amigos e parentes, assinar atos secretos, patrocinar corrupção, criar lobbies para a defesa de interesses particulares e escusos, escapar da lei, cometer crimes, tripudiar sobre a opinião pública e outras falcatruas naturalmente atreladas às lides do poder. Quem os controla? O Executivo? O Judicário? E que raios de instância é a Justiça Eleitoral? Serve pra quê mesmo? Votar é um ato consciente?! Então pra que publicidade de partido político? Além de tudo custam uma fortuna.

Urge um modelo novo de Democracia. Este modelo representativo que está aí é apenas o escudo para as quadrilhas organizadas se arvorarem no poder e exercerem seus desmandos sobre o país e que, curiosamente, traíram os princípios que regeram a luta contra a ditadura militar e a retomada das liberdades democráticas. O recado para o senhor presidente da República Federativa do Brasil está dado – feche estas pocilgas! Elas estão emporcalhando o ambiente político! E corroendo o país por dentro. Escute o povo e me diga!

As estratégias da esquerda (só existe uma esquerda) pela conquista do 'poder popular' não podem se valer da malandragem de espertalhões e bandidos que um dia, inclusive, política e profissionalmente, em todos os partidos e níveis, se apoiaram nas falcatruas dos militares golpistas de 64. Fora com esta corja! Definitivamente. Cadeia e recuperação do patrimônio roubado. È muita ingenuidade fechar acordos e fazer composições com esta gente e achar que a direita (tão amoral quanto ou: há moral na política partidária - eis a questão!) aristocrática, plutocrática e oligarca não vai se aproveitar. É tudo o que eles querem! A não ser que...Ah! Como eu queria ter a consciência de minha (in)consciência!

Ah! Diria o filósofo, indiferente: isso faz parte do jogo democrático, do equilíbrio dinâmico das forças sociais que compõem a estutura de estado, ou de governo, tanto faz! Eu vou com ele - pra que se preocupar... Mas, nem todos são dotados de sageza, e eis tudo que a mídia espalhafatosa a serviço das elites querem - criar o clima de circo da bandalheira - que outra maneira eles tem de conquistar o poder - com as suas mentiras...


sexta-feira, 19 de junho de 2009

SIGNOS E SÍMBOLOS DA VIDA

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Estive olhando as mulheres. Alías, desde que me entendo por gente as estive observando, sempre com mais de um olhar. Porém, todos essencialmente o mesmo, sou homem, rege-me um princípio masculino, e a beleza é mesmo apenas um fim ulterior, thelos, uma verdade inalcançável, mas sempre buscada. Alço meus vôos e saio à procura.
Tá certo que atualmente a coisa é mais visual, abandonei os campos de caça há alguns anos, mas ainda assim exercito meu tirocínio - até virtualmente - e localizo com facilidade, pelo olhar ou pela troca deles uma interessada de meu interesse. Compromissos sociais, adrede assumidos, contudo, impedem-me de ir além. Ah! Essa coisa de fidelidade...

Mas, quero exercitar um outro lado da questão feminina pela minha ótica. Semiótica. Ainda que intimamente ligada à volúpia, à admiração, ao desejo, à gula e a outros pecados contra os quais as virtudes são normalmente conclamadas, notei que o império da imagem e a ditadura da beleza estão assumindo proporções curiosas, e porque não dizer, coerentes com a realidade que nos é dada dialogicamente. Ou seja, confabulamos com o dia a dia e o que vemos, seja em jornais, seja passeando pelas ruas das cidades grandes, e nem sempre entendemos é que o modelo, a feição da mulher atual, utilizada como padrão, portanto ditada por quem faz leituras outras, está cada vez mais magra. Uháa! Descobri a roda!



Mas isso tem uma explicação - aguente! Olhe o planeta à sua volta: se desmanchando. A Terra e a Natureza, dois sacrossantos instrumentos da vida (ainda não sabemos de outro lugar em todo o universo insondável que a possa suportar) estão à míngua. Pelo menos é o que dizem e alardeiam os greenpeacers e demais ecologistas de plantão sacados de marketing. Séculos atrás (e poluição e devastação são palavras e conceitos modernos, atuais, e nem sabemos direito quem surgiu primeiro - a crise ou a sua definição?) as mulheres, que sempre representaram a Terra e sua fecundidade, fartura e beleza eram gordinhas, fofinhas, deliciosamente cheias de encantos. Curvas e sinuosidades que propunham idas e vindas. Eram relacionadas à vida, a maternidade, e, às vezes, ao infortúnio e ao pecado, graças à ideologia dominante da igreja, que desde Maria, mais a Madalena do que a outra - a mãe - assustavam os homens com toda aquela liberdade de poder escolher o macho com quem se deitaria (ambas Marias, notem! Uma só, questionem?) em troca de algo, na maior parte das vezes, ou por puro prazer, em situações especiais que nada tem a ver com o amor burgês que compramos e consumimos em novelas, filmes, livros e ouros modernismos oriundos do romantismo ocidental.

Basta dar uma lida em Frederich Engels e na sua exposição materialista científica sobre a Família e a propriedade privada que logo sacamos o quanto uma falocracia fez para não sucumbir ao matriarcado. A Bíblia é um livro de machos para ambos os sexos (e não admite a terceira vertente!) A idéia de uma recusa deixava e ainda deixa muitos machos chateados - e se ele tiver força e poder, aí é que a coisa fica feia - vai querer obrigar a mulher a se submeter aos seus caprichos de qualquer maneira. É uma relação de poder mesmo! Animal em essência.

Elas, por sua vez, tem mil e um truques (analógica e diagogicamente) para escapar à esta dominação e, inteligentemente, propõem uma relação de trocas, o que gera, de uma forma ou de outra, uma sensação de equilíbrio. No final todos morrem, e como a vida é o meio termo entre dois extremos, a coisa do equilíbrio também já foi tida como uma chateação.
Que espécie mais insatisfeita é o homem!

Mas, o que devemos ter em mente, e é disto que trato neste textículo, é que a sinalização nos parece clara - mulheres magras podem representar - símbolo - signo - o truque que vela (não revela) a verdade, um fim de safra, uma natureza pobre, sem recursos, à exaustão. Eis porque tendo a aceitar como melhor e mais coerente a imagem da mulher moderna, vestida para trabalhar, afinal ela vai ter de recuperar e preencher com outros atributos o espaço de sua atual condição. Nem que sejam apenas as roupas, e aí a moda precisa vestir a mulher. Deixá-la nua pode ser crítica pura, sinal de protesto. Será?


De qualquer forma viva ela, mulher, que sempre foi uma batalhadora, mesmo sem os trapos da moda!

sábado, 30 de maio de 2009

As letras de Sempre

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Estou muito impressionado com a atualidade do livro Les Miserables do autor francês Victor Hugo (1802 - França).

Consequentemente, decidi reescrever os esboços originais de outro de minha autoria chamado Os Desnecessários, uma alusão à história de homens e mulheres presos aos dogmas religiosos, à investigação científica rápida e barata dos magazines, de um lado, e, no plano contrário da narrativa, da história dos comuns em seus embates ordinários para ganhar a vida, desprovidos das exigências estéticas e intelectuais das classes dominantes, dos letrados, dos políticos e dos religiosos, se é que se pode considerar haver idoneidade ou desprendimento consciente no julgamento entre os diferentes e a partir da temporalidade de seus padrões inerentes – equivale dizer: há inteligência na moral? Em que nível?

De certa forma, a discussão nos remete a Jean Jacques Russeau e às controvérsias filopoéticas sobre se a sociedade corrompe o homem, ou se ele, de per se, é mau – indolis naturalis. Manda-nos até além, para Karl Marx, o Belzebu da burguesia capitalista européia dos séculos XIX, XX, XXI e adiante (aliás, dizem os arabistas, Belzebu é literalmente: um homem que tem um propósito. Já semitas traduzem-no como: o chefe dos mosquitos que sobrevoam as fezes!) É fácil ser oposição! E é mesmo cansativo ter de ouví-la, qualquer que seja o lado.

O texto de Victor Hugo é assim atualíssimo, porque propôs magnificamente em seu conteúdo a exposição romanceada, ‘palatável’ e novelesca, portanto, capaz de atrair à patuléia de um tema com profundidade notável e atualmente em voga – quando o ser humano se dá o direito de julgar seus pares usando parâmetros nem sempre lídimos ou aceitáveis, dado que pela vida e pela sua manutenção se fez e ainda se faz tudo. Afinal, qual é a regra melhor, a mais adequada, capaz de aceitar tudo e todos indistintamente, sem preconceitos... ?

É como naquela colocação genial de um pirata ou bucaneiro holandês que ao ser preso indaga seu prosecutor durante o julgamento: “Eu que sou ladrão de um barco e ataco dez pessoas num assalto, para dar de comer a meus apaniguados sou condenado à forca, e vós que atacais e destruís países inteiros, e fazeis milhares de vítimas, condenando-as e à sua descendência à miséria secular, sois heróis!”

Embora eu saiba que nada é criado na modernidade – ‘aquiora’ tudo se recria, ou se copia, - decidi não dar continuidade ao tema, mesmo porque, espera-se, ao se repetir a cópia seja esta melhor do que o original, e não me parece de bom tom repetir apenas por repetir o que já está bem feito.

A honestidade intelectual nem sempre é moeda de valor neste terreno, onde campeiam orgulho e vaidade. Mas, não é tudo pela sobrevivência? Mesmo os excessos? Quem nos julgará?

quarta-feira, 27 de maio de 2009

DOMÓTICA - MINHA CASA SE VIRA SOZINHA.

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A Domótica é uma tecnologia recente que permite a gestão de todos os recursos habitacionais. O termo “Domótica” resulta da junção da palavra latina 'domus' (casa) com 'robótica' (controle automatizado de algo). É este último elemento que rentabiliza o sistema, simplificando a vida diária das pessoas, satisfazendo as suas necessidades de comunicação, de conforto e segurança. Quando a domótica surgiu (com os primeiros edifícios, nos anos 80) pretendia-se controlar a iluminação, condições climáticas, a segurança e a interligação entre os 3 elementos.

Hoje, já se pensa, arquiteta e executam-se programas mais complexos que possam controlar outros 'setores' de uma casa, fundamentalmente da intercomunicação das diversas partes componentes da residência inteligente ou do prédio comercial ou residencial - controle de consumo de água, luz, iluminação, permissões (quem entra na casa e como e por onde - e os acessos permitidos), escadas rolantes, elevadores, jardinagem e cuidados com gramado e flora etc, alimentação humana e de animais, janelas, portas e telhados móveis para controle de entrada de luz, ar e pessoas, quartos, cozinhas, salas, banheiros, garagem, enfim, todas as áreas de uma residência podem ser privilegiadas com a tecnologia da informatização.

Infelizmente, esta ainda é uma área pouco explorada no Brasil, mas em breve será apenas mais uma das enormes possibilidades de trabalho no mercado, só uma questão de domínios de linguagens, softwares e ferramentas adaptadas à mecatrônica - uma aposta na Universidade seria muito bem vinda. Já.

quinta-feira, 21 de maio de 2009

DOWN and High Society

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Síndrome de Down revela chave no combate ao câncer
WASHINGTON (Reuters), 21 de maio -

Pessoas com síndrome de Down raramente desenvolvem a maioria dos tipos de câncer, e cientistas dos EUA agora descobriram uma razão: elas têm cópias extras de um gene que ajuda a impedir os tumores de se autoalimentarem.

A síndrome de Down se caracteriza pela presença de três cópias do cromossomo 21, em vez de duas cópias, como nas demais pessoas. Isso lhes dá versões extras de 231 genes diferentes. Um desses genes, chamado DSCR1 (ou RCAN1) codifica uma proteína que suprime o fator de crescimento endotelial vascular, um composto necessário para a angiogênese.

Tanto os pacientes com Down quanto os ratos geneticamente modificados tinham quantidades adicionais da proteína DSCR1, e os ratos também eram mais resistentes aos tumores. "Esses dados fornecem um mecanismo para a incidência reduzida de câncer na síndrome de Down", escreveram os pesquisadores.

Mas, "como o cromossomo humano 21 contém mais de 200 genes, seria surpreendente se o DSCR1 fosse o único gene do cromossomo 21 implicado na supressão de tumores em indivíduos com síndrome de Down", acrescentaram.

FUTURO SCIFIREAL (argumento e roteiro e análise probabilística)Empresas Down Inc. S/A sob suspeitaUarini - AM - Procuradores da República intensificam buscas sobre documentos que comprovam o envolvimento de altos funcionários da EDw S/A com a manipulação genética de humanos com cromossomos deformados produzidos em série. A EDw é conhecida por suas pesquisas em genética e medicina intramolecular com equipes de especialistas atuando em pelo menos 4 continentes.

Os doze diretores clínicos da EDw S/A sob suspeita foram conduzidos pela PF à sede da Procuradoria Geral da República para prestarem depoimento no caso da denúncia enviada pela Central de Defesa da Humanidade (CDH). As investigações conduziram ao nome de doze diretores e quatro vice-presidentes da empresa que operam sigilosamente com outras instituições.

Os diretores são acusados, entre outras coisas, de especulação e ‘maquiagem’ das ações nominais e exclusivas postas à venda em caráter restrito nas bolsas de NY, Tókio, Frankfurt e São Paulo, no valor de US$ 560 milhões e de terem autorizado a fertilização ‘in vitro’ de cerca de 500 óvulos geneticamente modificados e que carregam a informação da Síndrome de Down. "Eles queriam manipular a doença e provocá-la nos 500 embriões. Mas, como só se pode recolher amostras reduzidas e capazes de atacarem as células cancerígenas a partir da coleta em portadores da síndrome com mais de 6 anos de idade, teriam de criar as 500 crianças em caráter de isolamento para servirem de fornecedores de matéria-prima"! Afirmou o delegado chefe da CDH, Agnelli Catchfut.

"São óvulos de ambos os sexos e de diversas etnias, e foram produzidas artificialmente pelos cientistas da EDw S/A para servirem de banco de experimento e fornecimento de células que combatem câncer"! Concluiu.

A Sociedade de Bioética e Respeito ao ser Humano (SBRH) entrou com uma ação pública e impetrou um mandato de segurança acatado pela Procuradoria Geral da República e à Polícia Federal saiu em diligência para efetuar a prisão de todos os funcionários da empresa (todos são formados em universidades públicas e tem diplomas de biólogos, médicos ou farmacêuticos) já que, tudo indica, todos sabiam das atividades da empresa - para trabalhar lá todos tem de ser acionistas - , o que pressupõe o envolvimento de todos.

sábado, 16 de maio de 2009

Maconha, Cana de açúcar, Café, Soja e outros Agrobusiness

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Passou sem causar muita polêmica uma informação sobre a postura do Ministro do Meio Ambiente – sr. Carlos Minc quando de sua adesão a uma manifestação sobre a liberalização da Canabis sattiva ou Maconha, termo genérico para a patuléia em geral. Se ele foi a favor ou não, não importa. É questão menor, pessoal.

Antes que digam que sou apologista do uso indiscriminado da ‘droga’ devo fazer alguns esclarecimentos. Se alguém chegasse até você com a informação de que o uso da maconha de forma inteligente poderia ser saudável, no caso de você sofrer de algum mal ou desordem neurológica, e se esta informação fosse corroborada por médicos especialistas e pesquisadores que encontraram no alcalóide e no princípio ativo da Canabis – THC – indícios ou provas substanciais de que algumas moléstias poderiam ser curadas ou minimizadas em seus prejuízos, você passaria a usá-la de acordo com a prescrição médica, ou preferiria submeter-se ao impositivo moral esparramado pela mídia conservadora e desinformante (mas, que se pretende e se arvora como formadora de opinião) de que ela é uma droga que incita à violência, o banditismo, provoca a morte de adolescentes nas favelas e em outras regiões menos degradadas também? O que você faria?

Se o estado – ou governo – decidisse manter campos produtivos destas plantas – abrindo espaço para que milhares de pequenos agricultores (dentro de um programa especial desenvolvido para os sem-terra do MST etc) fixassem-se em suas terras, e incentivasse a sua produção agrícola a partir de um esquema de agrobusiness, mercados futuros, commodities, cobrando impostos, fornecendo-a em doses controladas aos laboratórios e indústria farmacêutica para a produção de remédio, de fibras para a produção de sapatos, roupas, bolsas etc, assim como faz com o cisal, com a soja, com a cana-de-açúcar e o café, por exemplo. Enfim, uma cadeia produtiva organizada como qualquer outra, gerando empregos e divisas através da utilização de recursos renováveis e naturais? A tal da legalização. Qual seria a sua reação?

É claro que a questão da Amazônia e do desmatamento dá mais ibope, mas não se pode negar que a indústria do crime, as bandas podres das polícias, o tráfico de drogas, armas, a prostituição, a exploração da prostituição infantil e o tráfico de crianças e órgãos, os índices de criminalidade além de outras contravenções e delitos menores provocam reações mais estupefacientes nas pessoas que assim consomem mais jornais televisivos e deixam para os outros pensarem por si, porque afinal é mais simples e fácil e, até porque se deve estar o tempo todo concentrado no trabalho, na subsistência, lembre-se da competição que o mercado chama de competitividade como se este fosse o imperativo instintivo mais importante a ser levado em conta etc.

Às vezes, vale a pena questionar alguns paradoxos antes que se tornem paradigmas. Às vezes droga é o excesso, o uso indiscriminado da informação, a deturpação consciente, o jogo maléfico e o círculo viciado em que alguns interesses circulam com celeridade para o bem de grupelhos organizados em torno de resultados, luta pelo poder, riqueza, manutenção do status quo etc. Pode ser apenas um ponto de vista, mas está em procurar impô-lo indiscriminadamente aos outros (às vezes até pela força bruta) o mote de uma outra questão fundamental das sociedades organizadas - o prazer do poder – e quem detem informação detem poder – inclusive o de transformá-la ao seu bel prazer.

quinta-feira, 14 de maio de 2009

SEDE DOENTIA PELO PODER CAUSA ENCHENTES

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Lata d'água na cabeça!

Já há quem diga que a família Sarney, incrustada no poder do Maranhão e de outros rincões distantes do Norte/Nordeste do país há séculos, desde as primeiras culturas marajoaras do neolítico inferior, esteja agora pagando pela sua inescrupulosa e tenaz fome pelo poder.

O poeta filósofo Frederich Niestche, lá no século XIX, portanto, bem mais recentemente, já havia escrito e dito que o poder era mesmo uma das molas propulsoras do homem – a sede pelo poder movia a humanidade, e a moral – no caso a cristã (Nietsche era crítico do cristianismo – e se vivesse hoje teria crises de urticária) - nada mais era do que uma farsa bem urdida pelo seu antecessor Kant, outro alemão que gostava de pensar e que teceu loas à razão e à sua aplicabilidade na leitura ordinária da vida.

Pois bem, a família Sarney fez tudo ao seu alcance para retomar o poder do estado natal – Maranhão – onde tem pastagens e feudos, asseclas e apaniguados. O pai que já foi presidente – as manchetes o mostram amigo dos militares da ditadura desde a extinta Arena - se reelegeu senador da República por um outro estado ou território, Rondônia ou Roraima, ou foi Tocantins (quem se importa?) golpeando a Constituição, e pelo que dizem os estudiosos a carta magna não permite o expediente usado pelo ex-presidente – foi um golpe jurídico–político costurado com alianças, dinheiro e benesses e outros usos e costumes ordinários, mas a Constituição é letra morta, a prática diária nos bastidores políticos nos mostra isso. Não há, então, porque se espantar. Ajudou a filha, ex-governadora do Maranhão a tornar-se senadora, mesmo depois desta ter tido julgada a sua inelegibilidade por corrupção ativa – e agora, depois de muitas manobras políticas contumazes a recolocou de volta no poder do estado que os abriga desde sempre.

Mesmo a muita quantidade de água mandada pelos céus nos últimos meses não arrancou os marimbondos de fogo do poder e, segundo os meteorologistas, ainda vai continuar chovendo por lá, jogando em padecimento maior ainda aquele povo sofrido que vive reelegendo a família, e que mesmo quando não o faz os tem de suportar ainda que retirados pelo voto, pois estes insistem e teimam em permanecer a qualquer custo explorando e levando desenvolvimento àquelas terras.

quinta-feira, 30 de abril de 2009

AMIGO A GENTE DETONA!!!

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Neste endereço acima u'animação d'um amigo webdesigner da agência onde trabalho.
Valeu Aléscio!

quarta-feira, 29 de abril de 2009

EDUCAR DÁ TRABALHO

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POR QUE A EDUCAÇÃO PÚBLICA DE BASE NO PAÍS É MEDÍOCRE? Vou tentar desenvolver um tema aqui. Se der certo, ótimo, senão, fica o motivo (leit-motif) registrado para discussões posteriores.

Quando os franceses da revolução de 14 de Julho 1789 propuseram uma forma de educação baseada nas necessidades do Estado nascedouro eles estavam pensando, fundamentalmente, em alguns pontos importantes. Primeiro, para que um Estado se torne forte é preciso que seus cidadãos falem uma mesma língua, tenham os mesmos costumes, cantem um mesmo hino, cultuem uma só bandeira e as mesmas cores, brasões, armas e símbolos nacionais, blá, blá... Estava, assim, fundada a razão política do Estado Nacional. Tudo que gregos, troianos, persas, romanos e outros povos conquistadores imaginaram, ampliaram, mas foi esquecido e relegado a outros planos na Europa assombrada pela igreja durante séculos de dominação religiosa, depois que Carlos Magno fechou o acordo com Leão III pela reestruturação do que sobrou do império dos césares.

Mas, cerca de dois anos depois da revolução republicana francesa embasada no tríptico - libertè, égalitè, fraternitè (dentro de moldes cristãos modernos adpatados aos novos tempos - sic) - os políticos e governantes revolucionários sentiram que ainda faltava algo que fora negligenciado (talvez as elites políticas - os derrotados pela revolução, pelo menos - não quisessem assim) - e que seria um sistema de educação unificada que aglutinasse estas necessidades em torno de algumas ações básicas a serem orientadas e decididas em prol da união preconizada pelo nascimento do estado nacional (a idéia de Nação já estava formada desde os gregos - estado nação - e nada há de novo até aqui.)

Dali, daquela necessidade explícita, e de sua constatação, nasceu um sistema de educação unificado - uma mesma base deveria ser dada a todos os cidadãos do país, se é que se pretendia um país forte - todos deveriam ter acesso à educação básica, inicialmente, e à sua evolução na medida em que fossem se desenvolvendo, concomitantemente, as pessoas e o país, suas riquezas e necessidades. A relação de interdependência estava clara - o país é o que seus habitantes são e fazem. As elites políticas apenas devem orientar este movimento, forcejando para onde form melhor e para o bem de todos. Viva a Utopia (o distante país imaginário de Thomas Mann)

Em relação à Educação (será ela uma ciência?), os gregos já haviam definido isto, mas não consta de minhas pesquisas informações sobre ações para estender a educação básica à toda a cidade-estado enquanto função precípua da administração daquele estado - não sei se havia uma obrigação política. Nem o estado prestava este serviço (modernidade) nem o cidadão (demos) tinha interesse nele. Sabemos, contudo, que os sofistas fizeram da educação, depois que definiram a necessidade e o conceito de cultura - paidéia, - um negócio e direcionaram seus esforços para as elites gregas (Aristocracia). Os sofistas foram, assim, os primeiros prestadores de serviços voltados à educação da história documentada - , mas sabemos também que, antes, as escolas fundadas pelos pensadores já abriam espaço para quem quisesse e demonstrasse capacidade e interesse para aprender e se desenvolver, aprofundando-se no saber, independentemente de serem ricos ou pobres. As escolas de Platão e de Aristóteles eram assim, mas vieram depois.

Tudo indica que foram mesmo os franceses os que aprimoraram o modelo grego, depois de adaptado pelos romanos (e seus pedagogos - escravos especiais que serviam para conduzir as crianças até a escola dos patrícios e depois irem lá buscá-las de volta para casa), e que com o tempo este foi difundido a todas as outras democracias ocidentais.

No Brasil, país novo e carente de um planejamento estratégico que o torne e defina como Estado (ainda que se diga em seu estatuto de fundação e contrato social tratarem-se estas terras de uma República Federativa) temos um enorme problema - o país não foi feito para ser estado republicano, ou nação estratificada como as repúblicas nacionais da França, da Alemanha, da Inglaterra, e outras européias - dado que muitos povos nos invadiram e colonizaram mesmo depois de Portugal (que conseguiu a unificação pela língua, é certo, mas apesar de montar um modelo de estado administrativo rígido - D. João e sua corte sabiam se defender - os que vieram depois na tentativa de desmontagem acabaram criando mais problemas do que soluções).

As federações que constituem a República nunca entraram em guerra declarada, nunca se tentou as separar de fato e com força capaz (além de gaúchos sonhadores, os mais aguerridos), o Sul do Norte, o Leste do Oeste etc, como nos USA de Abrahan Linconl. Aqui a luta se deu e ainda se dá pela viés 'institucional', mais ladino, menos imposto aqui, mais benesses acolá, flexibilização de condutas mais adiante etc...Criação de cenários capazes de atrair investimentos, coisa e tal. Sem dúvidas, bem melhor do que banhos de sangue, convenhamos!

Mas tudo tem um preço! Com esta frouxidão (de)formativa e sem a intenção declarada de ser melhor do que o outro, o país, pela via da consequência, e, a partir das inflexões e os descaminhos que conduzem a 'res pública' ao futuro, não assumiu, como deveria, a obrigação e a estruturação efetiva de um pilar histórico educacional capaz de criar a solidez ideológica que o transforme. Os investimentos em educação por aqui são pífios, ridículos, se comparados a países menos potentes.

As federações, muito menos do que a União, tem esta vontade declarada. Sabe-se de alguma ação isolada aqui, um incentivo fiscal ali, uns arroubos inflamados acolá, belos discursos coisa e tal, mas não há, efetivamente, um compromisso essencial, um axioma ou fundamento a estruturar, a basilar esta necessidade. Sequer existe a vontade, o compromisso ético, o interesse visionário e ideológico de fazê-lo, como o fizeram a Coréia do Sul, o Vietnam, o Japão, só pra sair do eixo USA-Europa.

Multicultural, multiracial, multiétnico, pluricatatônico, perdido em sua grandeza quase enferma, mil vozes cantando mil hinos ao mesmo tempo (cada time de futebol é uma nação a ocupar mais espaço no coração do habitante, mesmo daquele que paga impostos, do que o país, propriamente dito), pouco ou quase nada há que se fazer para mudar este quadro babeli(dis)forme, misto da incompetência sifilítica de portugueses e espanhóis.

Isso, insisto, apesar de nossa continentalidade, de nosso gigantismo quase doente, de falarmos a mesma língua desde 1500, e que já carece de alterações menos cosméticas, como as que se fazem agora com a nova reformulação. O que se sabe, inclusive, é que tem 'muito portuga puto' com a idéia.

Mas, eles que não se preocupem, o Brasil vai crescer, sim, mas nunca vai deixar de ser o que é - aquilo que sempre foi desde que nórdicos e navegadores mais antigos já haviam definido - em sua genética chafurdam interesses outros, e embora saibamos que o meio influencia e interefere no desenvolvimento de zebras e de leões, estes podem vir a perder listras e jubas, mas serão sempre, no concerto estratificado das naturezas todas, uma a caça e o outro o caçador.


Recomendo uma leitura do blog da professora Idalina Jorge Oeiras, lá de Portugal em:

sábado, 25 de abril de 2009

Sidarta de Herman Hesse

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A Rede Globo nos brinda com mais um festival de bobagens e asneiras com a novela o Caminho da Índias.

Para quem leu o Mahabaratha de Jean Claude Carière, assistiu o filme homônimo de 1982, leu o Siddhartha de Herman Hesse, e viu o filme de mesmo nome feito em 1972, dirigido por Conrad Rooks com bons atores hindus, a novela das 8 levada pela Tv Globo demonstra a banalização no trato de uma cultura milenar, a jogada baixa de interesse mercadológico e a mais completa falta de informações precisas e confiáveis daquela que é uma das culturas mais antigas e florescentes do Oriente.

A sensação de ser tratado como idiota torna-se maior quando se vê um ator conceituado como Lima Duarte dar-se a um papel descaracterizado e das indefectíveis citações feitas e lançadas a esmo, como se fossem antigos ditados portugueses de taberna, repetidas à exaustão junto com jargões idiotas. Fiquei bem uma hora assistindo a um capítulo para entender que a Globeleza quer e trata tudo como se fosse carnaval e mercadinho. Aliás, é assim mesmo que ela imagina ser o povo brasileiro e por isso mesmo dá-lhe este tratamento.

No mercadinho a dona de casa (com diploma universitário e carro importado reproduz a mediocridade) - Namaztê!
Aposto que em breve alguma escola de Samba vai fazer um samba enredo com o tema! A razão: grana, oras!